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O que vem depois da pandemia?

Já cantavam os Beatles em 1969: “it feels like years since it’s been here Here comes the sun, doo-dun-doo-doo” Ou seja, apesar de parecer que estamos nessa situação há muito tempo, ela vai passar – “doo-dun-doo-doo” – e voltaremos às nossas atividades rotineiras. Entretanto, é possível afirmar que elas voltarão como as deixamos em meados de março?

O que vem depois da pandemia?

Contexto:

A pandemia causada pelo Covid-19 demonstrou que mudanças na rotina dos indivíduos impactam diretamente vários serviços indispensáveis e acessórios em nossa vida. Estamos utilizando a internet de forma diferente, empresas estão passando por transformação digital forçada e as compras online finalmente entraram na agenda do brasileiro. Algumas situações impensáveis foram postas à prova e a sociedade vem respondendo a elas de diversas formas. Será que já podemos pensar em um “novo normal” quando tudo isso passar? A Bevert acredita que sim, e vamos destacar três pontos de mudança em que devemos ficar atentos no mundo pós-pandemia.

 

1 - Valorização dos pequenos negócios:

Comprar do pequeno sempre foi importante. Desde 2015 o SEBRAE possui a campanha “Compre do Pequeno”, para divulgar a importância do pequeno negócio na economia nacional e fomentar as vendas dos micro e pequenos empreendedores brasileiros. Por exemplo, você sabia que comprar do pequeno negócio local produz desenvolvimento social e ajuda até o meio-ambiente? De toda forma, foi durante a pandemia que vimos as ações de fomento ao pequeno negócio crescerem, envolvendo grandes atores da sociedade. Apenas no setor de bares e restaurantes, são pelo menos três grandes programas de apoio promovidos por grandes players do setor de cervejas.

valorização dos pequenos negócios é fruto de uma visão mais abrangente, tanto por parte das empresas quanto por parte dos consumidores. Essa visão sistêmica, em que passamos a perceber as nossas parcerias comerciais e ações de consumo abrangendo todo um ecossistema, deve perdurar após o período da pandemia. É possível que os pequenos negócios – que hoje lutam bravamente a cada dia por sua sobrevivência – possam ser recompensados e valorizados pela sua resiliência.

 

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2 - Incertezas da economia compartilhada:

A pandemia acertou em cheio a dinâmica da economia compartilhada. Atualmente, compartilhar – ambiente, utensílios, roupas – é sinônimo de cuidado, e essa movimentação em torno da busca pela segurança impactou diretamente os principais símbolos da economia compartilhada, como a Uber, WeWork e Airbnb. Todos esses negócios estarão sujeitos a clientes ainda mais criteriosos que antes, digo, do que em fevereiro. Quartos serão vistoriados e ainda mais questionados sobre sua higiene, carros, idem. Além disso, escritórios compartilhados deverão manter normas de higienização por muito tempo após a pandemia.

Entretanto, enquanto utilizamos nossas casas como um abrigo, refletimos sobre nossos atos de consumo. Seja por necessidade ou ocasião, percebemos que consumimos sem necessidade, que a nossa rotina impacta diretamente o meio ambiente e que outras pessoas precisam de coisas que temos guardadas. Ou seja, mesmo aumentando o nosso rigor para o consumo de serviços, podemos imaginar um cenário pós-pandemia onde iniciativas que promovem a reutilização e a troca estarão em alta.

 

3 - Mais planejamento para todos:

É possível que você tenha visto por aí pessoas dizendo que a pandemia de Covid-19 é um “cisne negro”. Essa analogia é utilizada para caracterizar um “fato imprevisível, raro e catastrófico” e busca se referir a pandemia de Covid-19 como algo que estava fora dos nossos radares. Afora a própria pessoa que cunhou o termo não avaliar a pandemia atual como um cisne negro, é importante que não percebamos essa nossa realidade de quarentena como algo inesperado e altamente improvável de se acontecer. A avaliação geral é de que, se pensarmos dessa forma, iremos ignorar a dificuldade que estamos passando atualmente, esperando que nunca mais aconteça. O que não condiz com a realidade.

Em um mundo hiper conectado, a possibilidade de eventos que gerem efeitos em cadeia em todo o mundo é real. E não estamos falando apenas de problemas sanitários e de saúde, como uma pandemia, mas de todos os eventos que podem afetar a nossa economia integrada ou a internet, por exemplo. Sendo assim, é necessário que, passada a pandemia, revisemos o que aprendemos nesse momento para atuarmos de forma mais assertiva no futuro. E para isso o planejamento é fundamental.

E quando nos referimos ao planejamento, não estamos falando de um plano de emergência para futuras pandemias. Planejamentos são imprescindíveis em qualquer tipo de negócio, para inúmeros cenários. Por exemplo, no Brasil, 31% das empresas mudaram seu funcionamento em função da pandemia e outras 59% interromperam o funcionamento temporariamente, afetando diretamente o faturamento mensal. Entretanto, 73,4% das empresas brasileiras já estavam em situação financeira razoável ou ruim antes mesmo da crise!

Dessa forma, é esperado que os empreendedores brasileiros se apeguem de forma mais firme ao ato de se planejar, principalmente o planejamento financeiro. Assim poderemos prever com mais facilidade os impactos de eventos como o que estamos vivendo agora, além de atuar de forma mais assertiva durante os problemas sazonais e periódicos que já estamos habituados.

 

Conclusão:

Independentemente da mudança que observaremos no mundo pós-pandemia, é importante que estejamos preparados para elas. E para isso, é necessário dados confiáveis, muita informação de qualidade e planejamento! Porque "here comes the sun..." 

Em caso de dúvidas, entre em contato!

18 de Maio de 2020

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